Yázigi — você cidadão do mundo
Inglês

Inglês para o mercado de trabalho: vale a pena e como começar

Leticia Schiavon16 min de leitura
Profissional que estudou inglês para o mercado de trabalho apresentando em uma reunião

Se você já perdeu uma vaga, uma promoção ou uma reunião importante por causa do inglês, sabe que o idioma deixou de ser um diferencial e virou requisito em muitas áreas. Ao mesmo tempo, quem já trabalha tem pouco tempo, já tentou estudar antes e quer saber se o esforço vai valer a pena.

Este guia responde às dúvidas mais comuns de quem está pensando em aprender inglês para o mercado de trabalho: se vale a pena, quanto tempo leva, qual formato de curso funciona melhor para quem tem rotina cheia, qual certificação pesa mais no currículo e se ainda dá tempo depois dos 30 ou 40 anos.

Vale a pena aprender inglês para o trabalho?

Sim. Para a maioria dos profissionais, aprender inglês amplia o número de vagas disponíveis, abre caminho para cargos de liderança e tende a se refletir no salário. Um levantamento da Catho, divulgado em abril de 2026, aponta que a fluência em inglês pode elevar salários em até 68% no Brasil (Valor Econômico, conteúdo patrocinado, 23 de abril de 2026).

Esse número é um teto, não uma garantia. O quanto o inglês pesa na sua carreira depende da sua área, da empresa e do cargo que você quer alcançar. Mas há alguns sinais claros de que ele vai fazer diferença para você:

  • Você trabalha (ou quer trabalhar) em empresa multinacional. Reuniões com outras filiais, relatórios para a matriz e treinamentos internos costumam acontecer em inglês.
  • Sua área produz conhecimento em inglês. Tecnologia, marketing digital, finanças, saúde e engenharia lançam ferramentas, cursos e pesquisas primeiro em inglês. Quem lê no original se atualiza antes.
  • Você mira cargos de gestão. Quanto mais alto o cargo, maior a chance de lidar com fornecedores, clientes ou investidores de fora do país.
  • Você pensa em trabalhar remotamente para fora. O trabalho remoto abriu vagas em empresas estrangeiras para profissionais que moram no Brasil, e o inglês é o primeiro filtro dessas seleções.
  • Você quer fazer pós-graduação ou intercâmbio. Mestrados, MBAs e programas no exterior costumam exigir comprovação de proficiência.

Também existe um ganho menos visível: autonomia. Quem entende inglês não depende de tradução para ler um manual, assistir a um webinar ou participar de uma conversa no Slack da empresa. Isso muda a forma como você é visto pela equipe e pela liderança.

Se a sua dúvida não é se vale a pena, mas como começar sem desperdiçar tempo, o primeiro passo é entender que o inglês que você precisa no trabalho é diferente do que costuma ser ensinado com foco em viagem.

Inglês para trabalho é diferente de inglês para viagem

A base é a mesma: gramática, vocabulário, pronúncia e compreensão. O que muda é a situação em que você vai usar o idioma e o nível de precisão que ela exige.

Numa viagem, quase tudo acontece em conversas curtas e previsíveis: pedir comida, fazer check-in, perguntar um caminho. Se você errar uma palavra, o gesto e o contexto resolvem. No trabalho, a comunicação é mais longa, mais técnica e deixa registro. Um e-mail mal escrito circula pela empresa. Uma frase ambígua numa reunião pode virar um retrabalho de semanas.

SituaçãoInglês para viagemInglês para trabalho
ConversaCurta, informal, com desconhecidosReuniões, calls e apresentações com colegas, clientes e líderes
EscritaMensagens rápidas, formuláriosE-mails, relatórios, propostas, mensagens em ferramentas de chat
VocabulárioTransporte, comida, hospedagem, comprasTermos da sua área, números, prazos, negociação
TomSimpático e diretoEducado, claro e adequado à hierarquia
Margem de erroGrande, o contexto ajudaMenor, o erro pode custar dinheiro ou credibilidade

Na prática, o inglês para trabalho exige quatro competências que o inglês de viagem raramente treina:

  1. Escrever com clareza e formalidade adequada. Saber abrir e fechar um e-mail, pedir algo sem soar ríspido e resumir um problema em poucas linhas.
  2. Acompanhar e participar de reuniões. Entender pessoas com sotaques diferentes, interromper com educação, discordar sem criar conflito e confirmar o que foi combinado.
  3. Apresentar ideias e resultados. Explicar um gráfico, defender uma proposta e responder perguntas sem ter tudo decorado.
  4. Dominar o vocabulário da sua área. Um profissional de TI, um de vendas e um de RH usam palavras muito diferentes no dia a dia.

Isso não significa pular a base. Pelo contrário: é a gramática bem resolvida que dá segurança para falar numa reunião. Estruturas que parecem simples aparecem o tempo todo no trabalho. O verbo to be é usado para se apresentar e descrever cargos e responsabilidades. Os modal verbs(could, should, would, might) são o que deixa um pedido educado e uma sugestão diplomática: “Could you send me the report by Friday?” soa muito diferente de “Send me the report”. E os verbos irregulares aparecem em qualquer relato do que já foi feito, como “we met the deadline” ou “the client sent the feedback”.

A boa notícia é que quem já tem alguma base de inglês da escola não começa do zero. O caminho mais eficiente costuma ser descobrir o seu nível real, revisar o que ficou fraco e direcionar a prática para as situações que você vive no trabalho.

Quanto tempo leva do zero ao nível intermediário

Como referência geral, a Cambridge English estima entre 350 e 400 horas de aula orientada para sair do zero e chegar ao nível intermediário (B1), e entre 500 e 600 horas para o intermediário superior (B2) (Cambridge English, Guided learning hours, consultado em outubro de 2026). A própria Cambridge avisa que esses números são apenas uma orientação. O tempo real muda de pessoa para pessoa.

Para entender esses níveis, vale conhecer o Quadro Europeu Comum de Referência para Línguas (CEFR, na sigla em inglês), que é a régua usada por escolas, empresas e certificações no mundo todo:

NívelO que a pessoa consegue fazer no trabalhoHoras acumuladas desde o zero (aprox.)
A1Apresentar-se e entender frases muito simples90–100
A2Trocar informações básicas e escrever mensagens curtas180–200
B1 (intermediário)Participar de conversas sobre temas conhecidos, escrever e-mails simples, entender o essencial de uma reunião350–400
B2 (intermediário superior)Acompanhar reuniões, defender pontos de vista e escrever textos claros sobre a própria área500–600
C1 (avançado)Usar o idioma com flexibilidade em contextos profissionais complexos700–800
C2 (proficiência)Comunicar-se com precisão em praticamente qualquer situação1.000–1.200

Horas: Cambridge English. Descrições adaptadas para o contexto de trabalho.

No mercado, muitas vagas que pedem “inglês intermediário” esperam algo entre B1 e B2. Vagas que pedem “inglês avançado” ou “fluente” costumam esperar B2 ou C1.

Quanto isso representa no calendário

O que transforma horas em meses é a sua rotina de estudo. Uma conta simples, dividindo as horas da Cambridge pelas horas semanais de aula, ajuda a ter uma noção:

Ritmo de aulasDo zero ao B1 (350–400 h)Do zero ao B2 (500–600 h)
3 horas por semanacerca de 2 a 2,5 anoscerca de 3 a 4 anos
4 horas por semanacerca de 1,5 a 2 anoscerca de 2,5 a 3 anos
6 horas por semanacerca de 1 a 1,5 anocerca de 1,5 a 2 anos

Estimativa geral, considerando aulas o ano todo. Não é uma promessa de prazo.

Alguns fatores fazem esse tempo encurtar ou aumentar:

  • Ponto de partida. Quem estudou inglês na escola raramente começa do zero absoluto. Um teste de nível mostra de onde você parte de verdade e evita repetir o que já sabe.
  • Exposição fora da aula. Séries, podcasts, leituras da sua área e o próprio uso no trabalho somam horas que não aparecem na tabela.
  • Constância. Estudar um pouco toda semana funciona melhor do que maratonas seguidas de meses parados.
  • Objetivo claro. Saber para que você precisa do inglês (uma entrevista, reuniões semanais, uma certificação) ajuda a priorizar o que praticar.

O recado principal é: aprender inglês para o trabalho é um projeto de médio prazo, mas os ganhos aparecem antes de chegar ao nível final. Quem sobe do A2 para o B1 já sente diferença ao ler e-mails e acompanhar reuniões.

Qual é o seu nível de inglês?

Faça o teste de nível do Yázigi e descubra quanto falta para o inglês que a sua carreira pede, sem recomeçar do zero.

Fazer o teste de nível →

Presencial ou online: o que funciona melhor para quem já trabalha

Os dois formatos funcionam. O melhor para você é aquele que cabe na sua rotina por tempo suficiente para chegar ao nível que você precisa. Como vimos, aprender inglês é um projeto de meses ou anos, e a maior causa de abandono costuma ser a falta de encaixe com a agenda, não a metodologia.

CritérioPresencialOnline ao vivo
DeslocamentoExige ir até a unidadeNenhum, dá para assistir de casa ou do escritório
InteraçãoContato direto com professor e colegas, conversa mais naturalInteração por vídeo, parecida com reuniões remotas do trabalho
DisciplinaA rotina de ir à aula ajuda a manter o compromissoExige mais organização pessoal para não faltar
DistraçõesMenores, você sai do ambiente de trabalhoMaiores, notificações e tarefas competem com a aula
FlexibilidadeDepende dos horários da unidadeMais opções de horário e menos tempo perdido no trânsito

Quando o presencial tende a ser melhor

  • Você trabalha perto de uma unidade ou consegue encaixar a aula no caminho de casa.
  • Você já tentou estudar sozinho ou online e teve dificuldade de manter a frequência.
  • Você sente que precisa “desligar” do trabalho para conseguir se concentrar.
  • Você tem receio de falar em inglês e quer praticar conversa cara a cara antes de enfrentar reuniões.

Quando o online tende a ser melhor

  • Sua agenda muda muito ou você viaja com frequência.
  • O deslocamento até a escola tomaria mais tempo do que a própria aula.
  • Você já trabalha remotamente e está acostumado a reuniões por vídeo.
  • Você quer treinar justamente o tipo de comunicação que vai usar no trabalho remoto: calls, compartilhamento de tela e chat.

O que vale mais do que o formato

Independentemente de escolher presencial ou online, alguns pontos fazem mais diferença no resultado:

  1. Aulas ao vivo com professor. Aplicativos e vídeos gravados ajudam a complementar, mas falar com alguém que corrige sua pronúncia e sua estrutura é o que destrava a conversação.
  2. Turmas por nível. Estudar com pessoas do mesmo nível evita que a aula fique fácil demais ou difícil demais.
  3. Prática de fala em toda aula. No trabalho, o que mais trava as pessoas é falar. Um curso que deixa a conversação para o final não resolve esse problema.
  4. Acompanhamento do progresso. Saber em que nível você está e o que falta para o próximo ajuda a manter a motivação.

Também dá para combinar: muitos alunos começam no presencial para ganhar confiança e passam para o online quando a rotina aperta, ou o contrário.

TOEFL ou IELTS: qual certificação vale mais no currículo

Nenhuma das duas vale mais em todos os casos. A certificação certa é a que a empresa, a universidade ou o país que você tem em mente pede. TOEFL e IELTS são os exames de proficiência mais conhecidos do mundo, ambos com validade de dois anos, e a escolha depende principalmente do seu objetivo.

O que é o TOEFL

O TOEFL iBT é aplicado pela ETS, organização americana, e avalia leitura, compreensão oral, fala e escrita. Desde 21 de janeiro de 2026, o resultado é dado numa escala de 1 a 6, em intervalos de meio ponto, que se alinha melhor ao CEFR. Como muitas instituições ainda usam a escala antiga, de 0 a 120, o relatório mostra também uma nota equivalente nessa escala durante dois anos após a mudança. A nota vale por dois anos a partir da data da prova (ETS, consultado em outubro de 2026).

O TOEFL é tradicionalmente muito pedido por universidades e programas dos Estados Unidos, mas é aceito também em outros países.

O que é o IELTS

O IELTS avalia as mesmas quatro habilidades e usa uma escala de 0 a 9, em que 6 indica um usuário “competente” e 7 um usuário “bom”, capaz de lidar bem com linguagem complexa (IELTS, How IELTS is scored). Ele tem duas versões:

  • IELTS Academic: para quem vai cursar graduação ou pós no exterior, ou precisa de registro profissional em conselhos de classe de outros países.
  • IELTS General Training: para quem vai migrar para Reino Unido, Austrália, Canadá ou Nova Zelândia, com textos mais próximos do dia a dia e do ambiente de trabalho.

O resultado também vale por dois anos a partir da data da prova, e não existe forma oficial de renovar um resultado vencido (IELTS, validade do resultado, consultado em outubro de 2026).

Comparando lado a lado

TOEFL iBTIELTS
Quem aplicaETS (Estados Unidos)Rede IELTS (British Council, IDP e Cambridge)
Escala1 a 6 (desde jan/2026), com equivalente de 0 a 1200 a 9
VersõesUma versão principalAcademic e General Training
Validade2 anos2 anos
Mais associado aUniversidades e programas nos EUAEstudo e imigração para Reino Unido, Austrália, Canadá e Nova Zelândia

Como decidir

  1. Vai estudar fora? Confira a página de admissão do programa. Ela diz quais exames aceita e qual a nota mínima.
  2. Vai imigrar ou buscar visto de trabalho? Confira o site oficial de imigração do país. Em alguns casos, só uma versão específica do exame é aceita.
  3. Quer fortalecer o currículo no Brasil? Empresas brasileiras raramente exigem um exame específico. Muitas preferem avaliar o inglês na própria entrevista. Nesse caso, um certificado ajuda a comprovar o nível, mas o que pesa mais é conseguir conversar bem na seleção.

Como os dois exames vencem em dois anos, não vale a pena fazer a prova “por garantia” muito antes de precisar. O melhor momento é quando você já tem um objetivo com data e está no nível exigido. Outra opção são os exames da Cambridge English, como o B2 First e o C1 Advanced, também reconhecidos internacionalmente.

Como se preparar

Nenhum curso consegue garantir uma nota específica, porque o resultado depende do seu nível de partida, do tempo de preparação e do desempenho no dia. O que uma boa preparação faz é duas coisas: elevar o seu nível geral de inglês, que é o que o exame mede, e familiarizar você com o formato das questões e com o tempo da prova. Antes de marcar a data, faça um teste de nível e compare o resultado com a nota que você precisa.

Vale a pena aprender inglês depois dos 30 ou 40 anos

Vale. Adultos continuam capazes de aprender um idioma estrangeiro, e a idade muda mais o caminho do que a possibilidade de chegar lá. Um estudo de pesquisadores do MIT, Harvard e Boston College, com dados de cerca de 670 mil pessoas, concluiu que “adultos ainda são bons em aprender línguas estrangeiras” (MIT News, maio de 2018).

O mesmo estudo mostra um limite: quem começa depois da infância dificilmente chega a falar com a gramática de um nativo. Só que isso não é o que o mercado de trabalho pede. Nenhuma vaga exige que você passe por americano ou britânico. O que se espera é que você se comunique com clareza, entenda os outros e seja entendido. Milhões de profissionais trabalham em inglês todos os dias com sotaque e pequenos erros.

O que o adulto tem a favor

  • Objetivo concreto. Uma promoção, uma vaga ou um projeto internacional dão motivo para continuar estudando quando a rotina aperta.
  • Experiência profissional. Você já sabe como funciona uma reunião, uma negociação e um relatório. Falta só o idioma, não o conteúdo.
  • Vocabulário da área. Muitos termos técnicos já são usados em inglês no dia a dia das empresas brasileiras, o que dá um ponto de partida.
  • Capacidade de organização. Adultos costumam planejar melhor o próprio estudo e entender por que estão aprendendo cada coisa.

O que costuma atrapalhar

  • Vergonha de errar. É a barreira mais comum. Profissionais experientes não gostam de parecer iniciantes, e por isso evitam falar. Turmas de adultos no mesmo nível ajudam muito aqui.
  • Falta de tempo. Trabalho, família e deslocamento disputam as mesmas horas. Por isso, escolher um formato que caiba na rotina é tão importante quanto escolher a escola.
  • Experiências frustradas. Quem já começou e parou algumas vezes tende a achar que “não leva jeito”. Na maioria dos casos, o problema foi o método ou a rotina, não a capacidade.

Como começar com mais de 30 ou 40 anos

  1. Descubra seu nível real. Um teste de nível evita começar do zero quando você já tem base, e evita pular etapas quando não tem.
  2. Defina um objetivo com prazo. “Participar das reuniões semanais sem tradução até o fim do ano que vem” orienta melhor do que “ficar fluente”.
  3. Reserve horários fixos. Duas ou três aulas por semana no mesmo horário criam um hábito mais fácil de manter.
  4. Use o inglês fora da aula. Troque o idioma do celular, leia notícias da sua área em inglês, ouça podcasts no trânsito. Para quem gosta de redes sociais, frases curtas do dia a dia são um bom treino. Veja nossas 50 frases para arrasar no inglês e no Instagram.
  5. Meça o progresso. Comparar o que você entendia há seis meses com o que entende hoje é a melhor forma de manter a motivação.
Mulher com headset estudando inglês para o mercado de trabalho em uma aula online pelo tablet.

Cursos de inglês do Yázigi

Se você chegou até aqui, já sabe que vale a pena, entende quanto tempo o caminho leva e tem critérios para escolher o formato. O próximo passo é descobrir de onde você está partindo.

A Yázigi oferece cursos de inglês para adultos, adolescentes e crianças, nos formatos presencial e online, com turmas organizadas por nível. A metodologia trabalha as quatro habilidades (fala, escuta, leitura e escrita) e ajuda a preparar os alunos para os principais exames internacionais de proficiência.

Para quem quer inglês para o trabalho, isso significa:

  • Começar no nível certo, sem repetir o que você já sabe da escola.
  • Escolher entre presencial e online de acordo com a sua rotina, e não o contrário.
  • Praticar conversação com professor e colegas do mesmo nível, que é o que mais destrava a fala em reuniões.
  • Ter um caminho até a certificação, se esse for o seu objetivo.

Descubra seu nível de inglês

O teste de nível é rápido. Com o resultado, você sabe em que ponto da régua CEFR está, quanto falta para o nível que a sua carreira pede e qual turma faz mais sentido para você.

Pronto para usar o inglês no trabalho?

Descubra seu nível com o teste do Yázigi e conheça os cursos de inglês para adultos, presencial ou online, no ritmo da sua rotina.

Compartilhe este conteúdo

Aprenda do seu jeito

Leve o idioma para a vida real

Conheça os cursos do Yázigi e encontre o caminho que combina com você.