CULTURA MAKER: QUAL SUA IMPORTÂNCIA NA EDUCAÇÃO?

Você provavelmente já ouviu a canção que diz que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. Essa é uma filosofia de vida para muita gente — ainda que de maneira inconsciente —, principalmente entre a geração Z. É usar os recursos disponíveis para colocar suas ideias em prática. Basicamente, estamos falando da cultura maker.
E quem é um grande expoente nisso? Ele mesmo: Barack Obama! De acordo com o ex-presidente norte-americano, essa forma de pensar e agir será responsável por fomentar uma nova Revolução Industrial. Portanto, se os resultados dessa metodologia o contagiaram, por que não o fariam com os alunos da sua escola?
Saiba mais!
O que é cultura maker?
Basicamente, é “botar a mão na massa”.
A cultura maker é o uso de criatividade, tecnologia e recursos disponíveis para pôr suas ideias em prática.
É, na verdade, uma subcultura — um grupo com características próprias que destoa do que domina, mas sem se desprender.
A cultura maker também pode ser entendida como uma extensão tecnológica do Do It Yourself (DIY), ou seja, o hábito de criar e consertar coisas por conta própria.
Ele surgiu no pós-guerra, na década de 1950, e ficou muito associado ao movimento punk e à produção cultural e midiática independente (fanzines, fitas K7 e rádios piratas, por exemplo).
Com a internet, os fãs do DIY tiveram à disposição uma gigantesca base de tutoriais para as mais diversas atividades, como cortar o próprio cabelo, cozinhar pratos sofisticados e até fazer consertos simples em eletrodomésticos.
No entanto, a cultura maker leva isso a outro patamar, estimulando o indivíduo a criar e mexer em softwares de código aberto, por exemplo.
Ela é movida pela colaboração. Apesar de a ideia de colocar a mão na massa parecer individual, o objetivo é que um grupo de pessoas seja capaz de desenvolver equipamentos e gadgets.
Geralmente, a cultura maker é orientada para robótica, tecnologia da informação, eletrônica, metalurgia e impressão 3D.
Para que isso seja possível, é preciso ter um laboratório com recursos, que ofereçam a oportunidade ao aluno de aprender não só na teoria, mas também na prática.
Entretanto, ela não se limita a equipamentos de ponta. A costura e o artesanato, por exemplo, fazem parte da cultura maker.
Na educação brasileira
A cultura maker já se espalhou por vários segmentos e, no Brasil, talvez o principal seja o educacional.
Nos últimos anos, termos como DIY, FabLab (laboratórios de fabricação), hands on (“mão na massa”, em tradução livre) e maker movement (movimento maker) ganharam força com sua popularização em escolas públicas e privadas.
A grande ideia por trás dessa subcultura é a de que o aluno, o professor e qualquer outro indivíduo é capaz de fabricar, alterar e reparar objetos e equipamentos dos mais variados tipos e funções.
Com uma boa dose de colaboração e compartilhamento de informações, os estudantes podem fazer tudo o que imaginam!
Como aplicar a cultura maker na sua instituição de ensino?
Na educação, essa habilidade não serve apenas como uma curiosidade ou passatempo.
De fato, a cultura maker desenvolve várias funções cognitivas, que podem auxiliar os alunos em diferentes disciplinas, incluindo o aprendizado de idiomas.
Ainda faz com que o estudante se interesse por atividades e vá além das notas. Por fim, ele pode se tornar uma pessoa mais engenhosa e até descobrir uma nova profissão.
Portanto, veja como aplicar a cultura maker na escola.
Laboratórios
Também chamado espaço maker, é um local de experimentações.
Ele não precisa ser um lugar para o uso de uma impressora 3D. Limitar a cultura maker à tecnologia avançada seria podar a graça desse movimento: a criatividade.
Aqui, a grande motivação é oferecer aos estudantes a oportunidade de colocar em prática alguns dos conceitos vistos em livros de Química, Física e Biologia.
Portanto, ofereça ao aluno um espaço para que ele possa explorar o que aprendeu em sala de aula.
Prototipagem
O desenvolvimento de protótipos é uma forma mais simples de colocar uma ideia em prática. No caso dos estudantes, pode ser uma tarefa de qualquer disciplina disponível.
O interessante é que, dependendo da criatividade e da qualidade do produto, é possível até se tornar algo comercializável.
É importante que os alunos desenvolvam protótipos que tenham algum diferencial para o mercado ou a sociedade.
Peça que invistam em algo sustentável, por exemplo, produzindo com materiais recicláveis, ou até indo para alguma coisa mais avançada, como diminuir a pegada de carbono.
Marcenaria
Exemplo de cultura maker das antigas, essa é uma arte que fascina os interessados por DIY.
A construção de móveis, utensílios e materiais é uma forma “rudimentar” de fazer tecnologia — afinal, não podemos nos esquecer de que uma simples roda mudou a história da humanidade.
A oportunidade de produzir algo com as próprias mãos faz bem para a autoestima do estudante e, como já comentamos, pode se tornar uma profissão no futuro.
Pronto para implementar a cultura maker na sua escola? Sem dúvida, a tecnologia é um dos fatores importantes para esse movimento, pois ela promove a interação.
Um dos seus usos mais populares para ensinar na prática é a gamificação. Conheça!
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